Compostagem doméstica: transforme restos de cozinha em adubo
Um terço do lixo de uma casa brasileira é orgânico — e tudo isso pode virar o melhor adubo que a sua horta vai conhecer, de graça. A compostagem fecha o ciclo do cultivo: o resto da salada de hoje alimenta a alface do mês que vem.
Composteira com ou sem minhocas?
O minhocário (três caixas empilhadas, com minhocas californianas) é o mais indicado para apartamento: rápido, compacto e sem cheiro quando bem cuidado. A composteira seca (um balde ou caixa única, sem minhocas) é mais simples e tolerante, mas mais lenta. Para quintal, a leira ou composteira de pallet dá conta de volume grande, incluindo folhas e podas.
O que entra e o que não entra
Entra: casca e resto de fruta e legume, borra de café com filtro, casca de ovo triturada, folhas secas, serragem de madeira crua. Não entra: carne, laticínio, gordura, comida cozida temperada e fezes de animais domésticos — esses atraem bicho e geram odor. A regra de ouro é o equilíbrio: para cada porção de resíduo úmido (restos de cozinha), duas de material seco (folhas, serragem, papelão picado).
Colhendo o húmus
Em 2 a 4 meses o material do fundo vira um composto escuro, soltinho e com cheiro de terra de mata — sinal de que está pronto. No minhocário você ainda colhe o chorume pela torneira: diluído em 10 partes de água, é fertilizante líquido para regar a horta a cada 15 dias.
Composteira que cheira mal é composteira desequilibrada: excesso de úmido resolve-se com mais material seco e uma boa revirada. Em uma semana o sistema volta ao normal.